Universo Fer

30/07/2008

Blinking cursors

Arquivado em: Internet — Tags:, , — Fernando Leme @ 6:05 pm

Internet has nothing to say. And internet has anything to say, it depends on your ability to query it. The most important thing about internet is the fact that it leads you nowhere. You must first decide what you want and then go after it.

This is why Google has grown so important. The blinking cursor raises a whole understanding that you are able to know the things you want. It gives you freedom.

This freedom is fighting a menace these days. With the success of menu-oriented devices like ipods and iphones, everyones skills to digg what they want has been defeated by some kind of technology that says what you’re supposed to seek.

Main menus predicts people’s thoughts, and build everyones will into directed objects. A new kind of gatekeeper borns, and again it is a invisible one. Hidden behind the capability to do certain tasks easily, beautifull buttons keep users and creativity separated.

It’s nice that blinking cursors already exists, but everyones tendencies to relax and don’t think threatens it. Democracy nowadays passes through mastering comunications secrets and then, bringing them daylight.

Useless overload

Arquivado em: Internet — Tags:, — Fernando Leme @ 3:52 pm

I’ve been tasting recently some apps that aproach to all those “new” technologies in a text mode way. So I’ve discovered internet browsers, instant messengers, music players, etc.

Yes, I’ve got scared at first sight. It is really strange to take off your mind from all those fancy images and colors, but at the end you find that they are only needed in a few kind of situations.

And, because of that, you find your self wondering that what really matters in this new kind of comunication (text) has long before lost it’s primary position.

Once you got used to surf and browse in text mode you’ll find there is a lot of graphical stuff built in to make you believe and loose your time with nothing.

I’ve become a fan of text mode.

24/07/2008

Burrice travestida

Arquivado em: Música — Fernando Leme @ 9:44 pm

Música é uma linguagem, um idioma, um meio pelo qual determinada idéia pode ser transmitida do emissor para o receptor.

Música discricionária é a arte de falar sem ser e sem querer ser ouvido. É fruto de uma sanha dicionarística que embora traga consigo a importância dos dicionários, é tão inútil quanto eles quando se procura literatura.

O Curupira e seus imitadores, seguidores e discípulos agregam-se com força aos hermetismos pascoais a que se referia Caetano, e cuja verdade (de que a menção não é um elogio nem homenagem) só recentemente percebi.

Tal produção musical só se justifica quando fruto de uma história pessoal de genialidade e superação (como é o caso do Hermeto), mas não combina com a adolescência inútil e burguesa que a abraça como verdade. Anencéfala e preconceituosa, reproduz padrões tidos como verdadeiros e inatacáveis.

E o faz sem talento.

Esta tendência é aquela descrita por Hobsbawn quando advertiu para a triste e anêmica sobrevivência da música instrumental. Música em que o ego do compositor não cede espaço para a arte. Resta à música um espaço secundário ao servir de palco para malabarismo teórico e técnico. Inútil, inexpressivo, caricato. Chato.

Coincidentemente é a mesma postura de outros instrumentistas odiados pelos discricionários. Malmsteen, Vai e Satriani, por exemplo, são tão discricionários quanto (por vezes até menos), porém são renegados pelos primeiros como submúsica. Os iguais se repelem.

Nenhum problema se seus autores creditassem a si mesmos a função a que pertencem (eu uso e adoro dicionários). Triste é perceber que arrogam-se o altar de símbolos, portadores da luz, missionários, visionários.

Sonho o dia em que a música pretenda se comunicar outra vez. Conversar como gente, permitir-se expressar com menos arbitrariedade técnica. Sentar na calçada (à que todos inexoravelmente pertencem) e ver a vida passar.

Que nem gente.

Ela

Arquivado em: Dá licença? — Fernando Leme @ 2:23 am

A montanha, silenciosa, desta vez gritava e contorcia-se em desespero. Eu e seus vizinhos soluçávamos ansiados por vê-la sofrer. Muito tempo atrás, quando sorria balangando cachos verdes pingando a relva, trazia no semblante a ameaça estranha de quem sabe que pode, se quiser, esmagar-nos. Eu não corri. Escolhi chorar ao vê-la, bela e terrível, a correr despencando ribanceiras de lama e lágrima, num surto que anunciava seu fim junto ao meu.

Sentado no chão e de pernas cruzadas, senti sua massa incalculável lamber-me a testa e passar por mim. Ela se jogava, mar adentro, enquanto ondas impassíveis arrancavam árvores pela raiz deixando pela praia seu rastro de troncos e folhas soltas.

Uma maré negra, de barro e restos, crescia ao redor. Duas pedras discutiam enlouquecidas seu futuro inevitável. Foge, foge, gritavam-se ao ver a água subindo e seu chão liquefazendo-se. Uma delas, num esforço extraordinário, moveu milímetros pseudópodes da lava ancestral – o passado nos condena e nos move – e empurrando-se, rolou.

Era tarde, mergulhou na água suja maldizendo-se por nunca ter se preparado a uma vida submersa. Disse adeus a sua história longa e monótona de vento, pássaros e bosta.

Eu assisti a tudo, horrorizado, redivivo.

23/07/2008

Afinais

Arquivado em: Dá licença? — Fernando Leme @ 12:41 pm

Sabores são superficiais, refeições são fast-food, a gente que se apresenta para a gente é fluida e passageira, satisfeita.

A gente está a pedir passagem, pesagem no check-in, pressa no check-out. A gente quer dizer adeus logo.

Não dá mais tempo para se deixar levar, se deixar conduzir, experimentar. A pele é passageira, e a gente esquece que é passageiro da pele. A gente se enfia nela e enfrenta as mazelas da superfície sem cavar um buraco, sem procurar um canto.

Queria ouvir a gente agora, mas sinceramente, não dá tempo.

21/07/2008

Richard Boná

Arquivado em: Música — Fernando Leme @ 4:56 pm

Cada voz africana traz consigo séculos de opressão, guerra e fome. Mesmo acordes maiores e ritmos alegres soam comoventes.

O Brasil surge como reflexo da tragédia africana, irmandade surpreendente. O fiasco do hemisfério sul fala mais alto quando o assunto é cantar a si mesmo. Nossos tempos começam depois, nosso acento é diferente.

Nossa lógica é outra.

19/07/2008

O amarok e a informação

Arquivado em: Internet, Música — Fernando Leme @ 1:50 am

Amarok é um “media player” para Linux, que roda mais facilmente usando as bibliotecas do KDE. Mas nada impede que você o use também no Ubuntu, ou outras distros que usem outra interface gráfica.

Eu andava meio inconformado de ser obrigado a usar o browser para ouvir podcasts. Não que isso seja trabalhoso, mas é que deveria haver um jeito ainda mais simples. E há.

Daí comecei a peregrinação por links .xml que me fornecessem podcasts de áudio que eu achasse interessantes.

O primeiro que configurei em Listas/Podcasts do amarok foi a BBC (http://www.bbc.co.uk/radio/podcasts/directory/). Neste link ele apresenta uma lista e você escolhe de acordo com sua vontade.

Em seguida os podcasts dos comentaristas da CBN (http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/podcast/podcast.asp).

E por fim descobri a Last FM. Espetacular serviço de rádio online que me lembrou o esquema da Pandora, que foi derrubada pelo copyright norte-americano. De qualquer forma, fui até o site (www.lastfm.pt), fiz um cadastro e configurei o amarok que já tem um dispositivo pronto para isso.

Pronto, sem acessar nenhum site, sem nem abrir o navegador eu tenho acesso às coisas que eu sempre ouvi e ainda ganhei um bônus: agora tem informação e entretenimento de graça aqui.

Imagem do amarok rodando a last fm e mandando ver um Dave Matthews Band.

Resumindo, o ócio é fundamental para que você descubra ferramentas que vão melhorar a sua produtividade quando você precisar dela. Ou, como o De Masi, um “ócio criativo”.

17/07/2008

Um mundo delivery

Arquivado em: Sociedade — Fernando Leme @ 11:24 am

Somem-se os fatores. O crescimento na criação e acesso de ferramentas de consumo online (livrarias, lojas de departamentos, lanchonetes, supermercados, etc.), o aumento constante (e segundo alguns, sem retorno) do preço do combustível derivado de petróleo e a proibição recente de consumo de bebidas alcoólicas (que incentiva as pessoas a ficar em casa à noite).

Acabamos de criar um mundo que prescinde de meios mais econômicos de transporte, e com dependência crescente da publicidade.

Que chato.

O relatório da PF

Arquivado em: Direito, Sociedade — Fernando Leme @ 11:04 am

Finalmente encontrei o relatório do caso Daniel Dantas feito sob a direção do Dr. Protógenes Queiroz. Isso é parte do esforço em desacreditar previamente dos juízos de valor feitos por terceiros.

Primeira parte

Segunda parte

Terceira parte

Quarta parte

Quinta parte

16/07/2008

Curral eleitoral

Arquivado em: Direito, Sociedade — Fernando Leme @ 1:21 pm

O TSE divulgou ontem um perfil do eleitorado brasileiro em que os dados mais alarmantes são os relativos ao grau de escolaridade do eleitorado. De acordo com o texto da agência de divulgação:

“Apesar de o alistamento eleitoral ser facultativo para os analfabetos, 8.097.513 brasileiros nessa condição tiraram seu título e estão aptos para votar em outubro. Mas a maior fatia do eleitorado possui primeiro grau incompleto – 44.456.754, ou 34,07% do total. Sabem ler e escrever 20.367.757  e 10.129.580 concluíram o primeiro grau.

Com segundo grau incompleto estão inscritos 23.618.098 eleitores (18,10% do total). Outros 15.799.474 (12,10%) concluíram o segundo grau, atualmente denominado ensino médio.

Apenas 3,49% do universo de eleitores brasileiros concluiu o ensino superior – 4.558.845. Outros 3.277.167 chegaram ao nível superior, mas não chegaram a se diplomar.

Com relação ao eleitorado total de seus estados, Rio de Janeiro (5,41%), São Paulo (5,03%), Rio Grande do Sul (4,14%) e Santa Catarina (4,01%) são os que possuem a maior proporção de eleitores com nível superior. Já Maranhão (0,93%) e Piauí (1,34%) são os estados com menor percentual de eleitores formados.

O TSE lembra que o grau de instrução é informado pelo eleitor no ato da sua inscrição ou atualização dos dados. Por isso, essas informações podem não representar fielmente a realidade.”

Dados estatísticos costumam ser frios, o que cheira forte nesta panela, no entanto, é o quanto a chance de que tenhamos em breve eleições baseadas num mínimo de racionalidade (análise de projetos de governo, coerência dos candidatos e seu histórico político-profissional) é pequena.

Enquanto isso vai continuar imperando o emocionalismo da propagada política (seus publicitários-midas e agências-fantasmas), a demagogia e a falta de políticas públicas eficazes.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE se deu ao trabalho de disponibilizar a apresentação de slides usada na coletiva de imprensa, mas foi impossível abri-la tanto no meu computador quanto no google docs. Interessados podem tentar por própria conta e risco.

fonte:http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/index.jsp?null

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