Universo Fer

19/08/2008

Barack Obama

Arquivado em: Política, Sociedade — Fernando Leme @ 6:50 pm

Há um vídeo, feito por um artista americano intitulado Will.i.am, cheio de hosanas e aleluias. Mas traz consigo um discurso do Barack Obama, que, se pode soar pedante do ponto de vista literário, é genial do ponto de vista político.

http://www.youtube.com/watch?v=1yq0tMYPDJQ

E aqui está a tradução.

Existia uma crença escrita nos documentos que declaravam o destino de uma nação.
Sim, podemos.

Era sussurado por escravos e abolicionistas enquanto iluminaram o caminho para a liberdade
Sim, podemos.

Era a canção dos imigrantes que abandonaram praias distantes e de pioneiros que desbravaram o oeste contra a natureza impiedosa.
Sim, podemos.

Era o clamor de trabalhadores organizados, mulheres que conseguiram o direito ao voto; de um presidente que escolheu a lua como nossa nova fronteira, e de um rei que nos levou ao topo da montanha e apontou o caminho para a terra prometida.
Sim, podemos

Alcançaremos justiça e igualdade. Alcançaremos chance e prosperidade. Conseguiremos curar a nação. Conseguiremos reparar a nação.
Sim, podemos.

Sabemos que a batalha a frente será longa, mas lembrem-se sempre que não importa o que nos obste, nada interrompe o caminho de milhões de vozes querendo mudança.
Queremos mudança.

Um coro de cínicos nos disse que não podíamos. Conseguirão apenas falar mais alto e dissonantes.
Nos pediram que analisássemos a realidade. Fomos avisados sobre oferecer às pessoas desta nação falsas esperanças.

Mas na história incomum que fez a América, nunca houve falsas esperanças.

Hoje, a esperança da garotinha que frequenta uma escola em pedaços em Dillon é a mesma do garoto que cresce nas ruas de L.A. Lembraremos que há algo de errado na América; Que não estamos tão divididos quanto nossos políticos sugerem. Que somos um povo.

Começaremos o próximo grande capítulo da história americana, com três palavras que ecoarão de um oceano ao outro.

Sim, nós podemos.

11/08/2008

O ônus da prova

Arquivado em: Direito, Jornalismo — Fernando Leme @ 5:26 pm

A compreensão profana de conceitos jurídicos é legítima. Não faz sentido exigir do cidadão comum que entenda de pormenores técnicos e historicidades relativas a eles.

O uso de má-fé dos mesmos conceitos já não angaria tamanha boa vontade. Reinaldo Azevedo recentemente publicou um desafio ao presidente Lula: que ele deveria provar que é inimigo de Daniel Dantas.

Trata-se mais uma vez da retórica canalha do personagem de Veja. Aos que o vêem como tal, sem problemas, a questão é que há aqueles que enxergam no colunista tons de veracidade e acatam sua verborragia no discurso indignado da hora do café.

Ocorre que a retórica canalha esconde o fato de que a prova, em regra, cabe ao autor da acusação; e não o contrário. Delicadeza sutil demais quando o objetivo inicial é a bravata.

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