Eu tenho uma dívida com Sarah Palin. Provavelmente ela desaparecerá nos anais da história e portanto meu comentário tende à irrelevância, porém esta mulher foi a responsável por crises reiteradas de riso durante o segundo semestre de 2008 enquanto servia como pitbull de John McCain.
Agora é a vez de sua filha. Bristol Palin, surgida do escuro e tenebroso inverno ártico, vem nos brindar com seu escuro e tenebroso fio de raciocínio.
No começo deste ano, a mãe solteira de criação conservadora Bri-bri (já somos íntimos) disse numa entrevista que sugerir a abstinência aos jovens não era “nem um pouco realista” (not realistic at all, nas palavras dela).
Qual a minha surpresa ao descobrir em 07 de maio que Brisinha, chateada porque não pode mais passear tanto com os amigos e não tem mais tempo para cuidar do cabelo, está fazendo campanha pela abstinência.
O argumento oficial é o mesmo do Papa: Quem não faz sexo não engravida. Aham; quem não dorme, tem sono; quem não come, morre; tudo o que sobe, desce; quem não tem colírio…
Segue o féretro das obviedades enquanto eu espero a próxima gravidez da mini-Palin e o novo argumento para a mudança de tese.