Universo Fer

30/07/2009

A guerra das mídias

Arquivado em: Internet — Fernando Leme @ 12:57 am

Não posso negar minha simpatia por modelos mais ágeis, menos centralizados e mais independentes que os utilizados pelos veículos que, desde que me lembro, existem. Assim, a partir de certo momento, passei a utilizar os meios tradicionais com restrição e cuidado na assimilação dos fatos. Visto que sua produção, exposição e repetição fazem parte do alicerce de pressões políticas divergentes do que entendo como o interesse público.

Recentemente a FSP publicou uma reportagem em que afirmava: “Petrobrás paga 203 mi a devedora da União”.
A “reportagem” induz a erro o leitor e transfere à Petrobras a responsabilidade sobre condutas alheias aos contratos firmados. A manobra foi esclarecida aqui.

Reconhecendo tratar de terreno pedregoso enquanto clama pela existência de um “movimento organizado”, Reinaldo Azevedo (vulgo cão-de-caça dos interesses corporativos da direita) inventa um método através do qual “o oficialismo tenta calar a imprensa”. Seria risível se não fosse lido por tanta gente e se não fosse contrário aos mesmos princípios que o mesmo Reinaldo Azevedo defende quando trata do golpe em Honduras ou da dupla Dantas-Mendes.

É o que costumo chamar de princípios seletivos, ou isonomia de interesses.

Afirma que “blogueiros a serviço do oficialismo” sem se dar conta de que a acusação depende de provas. Afirma também que a prática da publicação independente de informações é nefasta para o “jornalismo”. Embora do meu ponto de vista simplesmente atenda ao princípio do contraditório. O diversionismo e a tergiversação de Azevedo estão aqui.

Reconheço a existência de uma instância pré-judicial (perdão pela estranheza; pré-jurídica, antes dos tribunais).Não posso negar que esta possui métodos distintos do meu entendimento sobre a correição e análise dos julgamentos. Desta forma, e em respeito ao meus princípios, não posso considerar como “intimidação” QUALQUER tentativa de esclarecimento público prestada por qualquer um. Seja uma empresa ou um particular.

Esclarecimento este que sempre foi ora negado, ora desproporcional ao estrago causado pelo “jornalismo” de interesses.
Se há uma batalha pela credibilidade (e os lucros advindos dela, óbvio) seria produtivo se os grandes veículos divulgassem, em tempo real, seus contratos, seus fornecedores, seus anunciantes e o número de assinantes. Que tal?

Será que existiram também “movimentos organizados” pela abolição do carvão como matriz energética? Será que a propulsão animal foi vítima de um processo conspiratório? Será que o aquecimento global e o aumento dos raios UV foram deliberadamente produzidos pelos lobby do protetor solar? Cabe apresentar a série de teorias conspiratórias das quais o blogueiro de Veja poderia se ocupar e conclamar a imprensa a reagir.

22/07/2009

A Microsoft ou O Cinismo

Arquivado em: Linux — Tags: — Fernando Leme @ 12:22 am

Os crashes do Windows são conhecidos desde que o mesmo deu as caras ao mundo. Estes mesmos crashes têm agora seu momento de glória com o Vista, mas olha a o que a Microsoft em sua official magazine tem a dizer:

On Windows Vista, system crashes or BSODs are rare, but still happen and are – in my experience – almost always caused by bad drivers or failing hardware.

(No Vista travamentos são raros mas ainda acontecem e são – na minha experiência – quase sempre causados por drivers ruins ou hardware com falhas).

Ou seja, o windows não trava e quando trava a culpa… não é do windows.

Há!

21/07/2009

Coprofilia

Arquivado em: Sociedade — Tags: — Fernando Leme @ 2:10 am

Com vocês, o presidente de Ruanda: Paul Kagame.

Grandes momentos do esporte

Arquivado em: Jornalismo — Tags: — Fernando Leme @ 12:57 am

Grandes momentos do esporte pra quem odeia o Galvão:

Campanha Fora Ethevaldo!

Arquivado em: Internet — Tags: — Fernando Leme @ 12:09 am

Algumas das irrelevâncias com as quais nos importamos crescem muito nas férias.

Ethevaldo, ou Thethê (para os íntimos), é o comentarista de tecnologia da CBN. Observemos os últimos tópicos super quentes, atuais e moderníssimos de seus comentários:

1.Cãmeras de vídeo!

2. Aparelhos de GPS!

3. Celulares!

4. Telebrás! TELEBRÁS (!!!!)

Bom, eu sou meio masoquista, então perdi um tempo ouvindo-o-o-o esses dias. Hoje caiu a ficha:

Fora Ethevaldo!

19/07/2009

Democracia digital direta já

Arquivado em: Direito — Fernando Leme @ 3:49 pm

Grande idéia do Túlio Vianna que reproduzo aqui.

Ao assinar hoje o Manifesto Movimento Música para Baixar no Petition on Line, não pude deixar de pensar: estes abaixo-assinados on line são bem intencionados, mas não têm nenhuma validade jurídica, pois qualquer um pode assinar várias vezes, desde que tenha vários emails válidos.

Em seguida tive a idéia que expressei no Twitter:

O ideal seria o próprio TSE criar o sistema de petições on line e gerar uma senha para cada título que seria requisitada como assinatura.

Lanço então a campanha “Democracia Digital Direta Já!”:

A Constituição da República garante em seu art.5º, XXXIV:

XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;

Também em seu art.61, §2º, a Constituição da República estabelece que:

§ 2º – A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

O direito de petição e a iniciativa popular das leis são hoje dispositivos constitucionais de difícil aplicação prática, devido aos entraves burocráticos inerentes ao seu exercício. Cabe então ao legislador tornar este direito efetivo, aprovando uma lei que determine a criação de mecanismos tecnológicos que possibilite o exercício destes direitos por meio da Internet.

A proposta é simples: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já possui em seu sistema informatizado os dados de todos os cidadãos brasileiros no exercício de seus direitos políticos, vinculados ao número do título de eleitor.

Basta aprovar uma lei determinando ao TSE que crie em sua página na Internet duas seções: uma na qual o eleitor possa criar uma petição on line e outra na qual o eleitor possa propor um projeto de lei à Câmara dos Deputados. Em ambas, as propostas ficariam on line por um período determinado de tempo à espera da adesão de outros eleitores. Se aprovadas, seriam encaminhadas ao destinatário, no caso da petição, ou à Câmara dos Deputados, no caso do projeto de lei.

Para garantir que cada cidadão vote apenas uma vez, basta que o TSE gere uma senha aleatória para cada título de eleitor e a encaminhe por carta registrada ao endereço do cidadão. Caso o eleitor não mais resida naquele endereço, a correspondência retorna ao TSE e o eleitor pode retirá-la diretamente no cartório eleitoral no qual está registrado.

Assim, com o nome completo, número do título eleitoral e senha fornecida pelo TSE, qualquer eleitor poderá exercer seus direitos de petição e de iniciativa legislativa popular, seja propondo seus próprios textos ou aderindo a propostas de outros eleitores.

Trata-se de um modelo de democracia direta facilmente exequível em curto prazo. Basta que haja vontade política para torná-la realidade.

Democracia Digital Direta Já! Apóiem esta campanha! Divulguem este texto na Internet! Enviem correspondências aos deputados e senadores! Vamos tornar a participação popular uma realidade!

17/07/2009

Faz de conta que não é o twitter

Arquivado em: Internet — Tags:, — Fernando Leme @ 1:10 am

Então (cara de levemente constrangido), eu disse recentemente que tinha odiado o twitter.

Pois é, tinha toda uma história de que andamos diminuindo o tamanho da conversa a cada dia; em breve, vão rolar duas interjeições e um grunhido por dia…

Enfim, o que eu não tinha gostado mesmo era do hype em torno da ferramenta, do papo de manter o navegador aberto pra ficar acompanhando o que estava acontecendo. Uns dez miutos atrás caiu a ficha.

E se o twitter tivesse um cliente? Tipo o msn, gtalk, etc. Pois é, tem, vários.

Para Linux especificamente, encontrei esta página tratando do assunto.

Mas o que me convenceu mesmo, matou à pau, foi esta dica. No Pidgin, meu IM-Client, eu já recebia os protocolos do msn e do gtalk, e agora do twitter também.

O código-fonte (em tar.gz), os executáveis ou os .debs do plugin para o pidgin estão aqui.

Aliás, estou lá agora. Vamos combinar o seguinte, estou usando mas faz de conta que não, beleza?

15/07/2009

Carência educacional e subcultura religiosa

Arquivado em: Sociedade — Tags:, , — Fernando Leme @ 8:13 pm

Poucos têm contato com a miséria ideológica em que jazem parcelas da população expostas à propaganda religiosa. Eu sou um deles; porém, por motivos profissionais recentemente acabei entrevistando uma série de pessoas, das quais pelo menos 65% pertenciam ou diziam pertencer a alguma confissão religiosa protestante ou pentecostal.

O vínculo ignorância x mitificação

A carência educacional que nos acostumamos a chamar de analfabetismo funcional cria mais do que inaptos ao mercado de trabalho. Cria um grupo facilmente identificável no qual imperam a ausência de critérios claros para a definição de si mesmos e a inexistência de senso crítico.

Num ciclo auto-alimentador, mais desconhecimento produz mais fé (enquanto atributo do crente no inexplicável) e mais fé produz mais pessoas propensas a desconhecer.

Esse processo consiste na “demonização” da ciência e filosofia e na exaltação da simplicidade e do desconhecimento, valorizado pelo próprio texto bíblico e interpretado como um chamado à quietudde e longanimidade. Vulgos, desinteresse e passividade.

O caráter social da igreja

Não se pode negar, contudo, certo caráter social próprio das agremiações religiosas. Esteio de afirmação de determinada ordem, determinado sentido, servem à muitos como único norte de existência e fundamento de critérios básicos de sociabilidade.

O mercado subjacente e o coronelismo teológico

Este mesmo grupo, porém, cria condições de mercado favoráveis ao capitalismo mais secular e ao coronelismo mais vulgar. A recente onda de “avivamento” (de que participam religiões tradicionais ou recém-nascidas) criou um mercado, uma subcultura, de gosto e caráter repropváveis (música com letras infames, seus agudos irritantes e simplismo artístico), capazes de reproduzir “ad infinitum” o messianismo e o desrespeito pelas diferenças.

O mesmo fenômeno explica os “Bispos Rodrigues”, a febre Garotinho e o poder da Rede Record.

Talvez por isso tenhamos tanta dificuldade em legislar sobre o aborto, em diferenciar aspectos da vida pública e da vida privada. Entre coronéis da espingarda e coronéis da bíblia, continuamos com ausência de ética no mercado.

Silogismos

Arquivado em: Sociedade — Tags:, — Fernando Leme @ 8:08 pm

Silogismos ou Da boca pra fora ou ainda Conserta a frase, Galvão

Fatos
1. Nelsinho Piquet é ruim pra caramba;
2. Galvão Bueno anunciou que havia sido demitido da Renault;
3. Nelsinho desmentiu-o pelo twitter (argh!);

Aí deu alguma coisa errada.

Na tréplica, Galvão Bueno afirmou “É um erro que terei prazer em ter cometido”.
Aff! Chuta o português!

É o seguinte, ele poderia ter tido que:
Será um prazer admitir que eu errei.
É um erro que admitirei sorrindo.
Ficaria feliz de estar enganado.
Fica garoto, ninguém bate um carro como você.
Ô, lá em casa, apanhava até no autorama.
Etc.

Mas “é um erro que terei prazer em ter cometido” não!

10/07/2009

Painel Google Chrome OS

Arquivado em: Internet — Tags:, , — Fernando Leme @ 7:03 pm

O anúncio oficial do blog do Google foi reproduzido e analisado infinitamente. O que considero mais importante é que teremos ali uma plataforma open source, cuja estrutura fundamental é o Linux. Todas as ressalvas à exclusão digital de vários níveis, quais sejam: alfabetização, alfabetização digital, energia elétrica, computador, banda larga. De qualquer forma esta discussão só parecerá relevante em alguns anos.

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Guia do Hardware

Dentro do anúncio é citado que o Chrome OS é “uma tentativa de reexaminar o que os sistemas operacionais devem ser“, o que é uma maneira pomposa de dizer que ele é baseado na idéia do Cloud computing, com integração com os serviços do Google.

Considerando que já possuem o sistema de e-mail mais usado (o Gmail), uma suíte de escritório (Google Docs), aplicativos de comunicação e relacionamento (Google Talk, Orkut) e até uma plataforma de streaming de mídia e TV digital (YouTube), sem falar no serviço de busca que é a espinha dorsal da Internet, a proposta faz sentido.

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CrunchGear – TechCrunch

Parafraseando Larry Ellison, “a web é o sistema operacional”.

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A declaração poderá mudar dramaticamente o mercado de sistemas operacionais, especialmente para a microsoft, do qual detém 90%.

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(Empresa responsável pelo Ubuntu Linux)

“Construir um sistema operacional amigável é mais difícil que adicionar funcionalidades a uma ferramenta de busca”.

Gerry Car, diretor de marketing da Canonical.

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