Cresce o descontentamento na Europa com o governo Obama. Como toda paixão (irrefletida, apressada, irracional) esses movimentos seguem a trajetória de produzir uma senóide em que altos e baixos correspondem mais ao acaso e às expectativas do que medidas sérias tomadas no curso de uma administração no mundo real.
A Foreign Policy publicou dois artigos em que menciona o desgaste da imagem do Obama e o fim de sua lua-de-mel. Um deles ironicamente anuncia logo no título: “Bush era melhor para a Europa, juro”. Artigo em que um dos principais argumentos era o fato de que, apesar da retórica do “ou está concosco ou está contra nós” da política externa no governo W. Bush, ele dependia muito mais de consultas sobre decisões específicas do que tem demonstrado o governo Obama; que faz o contrário: fala sempre em multilateralismo e cooperação mas tem tomado muitas decisões isoladamente.
O artigo na íntegra está aqui.
O outro artigo, de Peter Rashish, consultor estratégico e colunista da New Left Review, menciona as pressões para a adoção de uma estratégia de saída mais rápida para as duas guerras no Oriente Médio. Região em que, segundo o autor, Obama tem oscilado entre estratégias distintas sem nenhum objetivo claro. Quem quiser ler o artigo na íntegra, clique aqui.
Pedindo perdão antecipado pela ousadia, acredito que sempre haverá um articulista capaz de sentir, intuir, movimentos de opinião pública e sobre tais movimentos basear seu texto. O qual tende a realimentar o sentimento geral e criar um climão em qualquer direção. Desde Antonio Conselheiro, John Kennedy e Jimmy Carter eu desisti de esperar a ressurreição e posterior eleição em pleito majoritário do Messias. Acredito nos métodos do atual presidente americano e desconto fato de que Obama encontrou um país destruído economicamente, desacreditado moralmente e enfiado em duas guerras. E enquanto tenta resolver estes problemas tem que lidar com o raciocínio raso da direita americana.
Que tal dar um tempo pro cara?