Ordem do dia: enfraquecer os sindicatos
Nos Estados Unidos, a distância entre os mais ricos e os mais pobres tem crescido nos últimos trinta anos. Em parte (mas não apenas) pelo esforço concentrado da elite industrial em extinguir ou, pelo menos, reduzir o poder dos sindicatos de trabalhadores.
Esta elite tem investido altas somas em dinheiro para eleger os candidatos que, sob a desculpa de proteger os trabalhadores e o emprego, têm levado adiante o projeto político de exterminar os sindicatos e ampliar a margem de lucro das empresas por meio da exploração da força de trabalho. Florida, Texas e Wisconsin são três exemplos de estados da federação à serviço do interesse econômico.
A falácia é a de que num mundo globalizado e competitivo não há espaço para grupos antiquados defenderem benefícios irreais para classes de trabalhadores. O argumento seria verossímil se as empresas não fossem cada dia mais lucrativas e a produtividade individual não fosse crescente. Só que desta vez o lucro vai limpo para as mãos dos acionistas.
Do ponto de vista macroeconômico é um tiro no pé. Reduzir o poder de compra de amplas margens de trabalhadores significa uma redução na demanda. Mas quem se importa? Há “mercados emergentes” a explorar.
Este vídeo da Al Jazeera trata desse assunto.



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