A propaganda da guerra
Começou a propaganda da guerra. O gráfico acima indica a tendência de pesquisas do Google para o termo “War on Iran” apenas nos Estados Unidos. No começo deste ano o número de pesquisas era estatisticamente irrelevante e decolou rapidamente acompanhando o aumento das menções na mídia norte-americana a um possível confronto.
Pode esperar a imprensa brasileira batendo o mesmo tambor sem o menor constrangimento de repetir os mesmos argumentos usados para legitimar a guerra contra o Iraque, sejam eles a “ausência de democracia” na país, ou o desenvolvimento de armas nucleares, a despeito da inexistência de qualquer evidência material.
Uma guerra contra o Irã teria implicações mais graves do que as recentes guerras da região ou além (Iraque, Afeganistão e a “guerra global contra o terrorismo”), principalmente porque nunca se conseguiria uma autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas sem o veto de Rússia e China, bem como nunca se conseguiria uma operação militar que não interrompesse o fornecimento de petróleo iraniano para o mercado mundial e sem que Teerã retaliasse bloqueando todo o tráfego de navios pelo Estreito de Hormuz, logo ali no quintal, ou contra Israel.
Tomara que fique só na propaganda.
ps. Matthew Kroenig e Stephen Walt passaram um tempão discutindo o tema. O resultado da troca de artigos está compilado neste link.




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