Caetano Veloso, em e sobre “Verdade Tropical”.

Caetano Veloso, em e sobre “Verdade Tropical”.

Fernando Vallejo começando fodidamente um livro:
“Cuando le abrieron la puerta entró sin saludar, subió la escalera, cruzó la segunda planta, llegó al cuarto del fondo, se desplomó en la cama y cayó en coma. Así, libre de si mismo, al borde del desbarrancadero de la muerte por el que no mucho después se habría de despeñar, pasó los que creo que fueron sus únicos días en paz desde su lejana infancia.
Era la semana de navidad, la más feliz de los niños de Antioquia. ¡Y qué hace que éramos niños! Se nos habían ido pasando los días, los años, la vida, tan atropelladamente como ese río de Medellín que convirtieron en alcantarilla para que arrastrara, entre remolinos de rabia, en sus aguas sucias, en vez de las sabaletas resplandecientes de antaño, mierda, mierda y más mierda hacía el mar.”
Fernando Vallejo – El Desbarrancadero
Do pedantismo
Dicas de redação para quem espera naturalidade na comunicação
1- Está criada a nova coluna do Universo Fer, “Dicas de gramática alheia” tem vários problemas:
Tem periodicidade ainda indefinida e tampouco já se adaptou às novas regras gramaticais. Resolveremos isso tão rápido quanto possível.
2- Dica de hoje: O pedantismo.
Diz-se do pedante como aquele que se expressa exibindo conhecimentos que não possui, o triste quanto a esse tipo é que ele só é desmascarado quando lido por alguém que de fato conheça o tema. Os demais passarão desapercebidos sobre a procissão de asneiras do pedante.
Isso acontece muito hoje em dia; Alexandre Pires se diz multi-instrumentista, garotos de 7 anos em programas de televisão massacrando uma bateria recebendo o prêmio de melhor sei-lá-o-que, o prof. Marins (!!!) é um palestrante respeitado, o jornal Cruzeiro do Sul é lido.
É triste, portanto, perceber que o pedantismo prospera.
Há, porém, pelo menos duas armadilhas que o pedante gosta de cair, por que supostamente estes recursos emprestam ao texto alguma erudição independente do conteúdo.
a) Inverter a ordem substantivo-adjetivo.
O pedante adora (mas adora) referir-se às coisas assim: fedido cocô, ilustre vagabundo, mole bunda, fartos seios, etc.
b) Nível
O pedante adora nível, nível para tudo. Nível para quem sobe, para quem desce, para quem segue em frente numa mesma altitude. O nível define o pedante.
Depois da excomunhão do “a nível de” (a cujo consenso quanto a sua impropriedade finalmente chegamos) o pedante ficou órfão da muleta que define tudo (a nível de preço do big mac) e passou a usar só nível. Nível pode, nível é legal, nível é bonito; essa paroxítona terminada em “l” que empresta à palavra cara de inglẽs resolve tudo.
Nível insuportável, nível excelente, o nível da campanha, como seu nível é baixo!
E quando mistura tudo então?
Inalcançável nível, insuportável nível e assim por diante.
Conclusão
Se você se deparar com estas características em algum lugar, fuja! Resumindo, se o texto se parece com discurso do Odorico Paraguaçu, uhm…