Universo Fer

27/10/2009

A imprensa entre o quarto poder e o quarto partido

Arquivado em: Internet, Jornalismo — Fernando Leme @ 1:35 am

Fonte: Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa.

O confronto entre o presidente norte-americano Barack Obama ao canal de notícias Fox News, também norte-americano, é mais do que uma escaramuça entre um governante e uma emissora de televisão. Também tem implicações mais amplas do que um mero bate boca entre uma assessoria presidencial que passou a ver o Fox News como um partido político de oposição e a emissora que contra-atacou alegando um suposto ataque governamental à liberdade de expressão.

O episódio mostra até que ponto as organizações da mídia estão dispostas a politizar o esforço para sobreviver à crise do seu modelo de negócios sem perder o status de “quarto poder”. Até agora o foco das preocupações dos analistas e estudiosos da indústria da comunicação jornalística era o esforço coletivo das empresas em busca de novas fórmulas capazes de recuperar receitas publicitárias e a queda de circulação provocadas pela migração de leitores e anunciantes para a Web.

Mas está ficando cada vez mais claro que os conglomerados empresariais da mídia estão decididos a levar seu esforço de sobrevivência também para o terreno da política institucional, transformando o conceito de “quarto poder” de um poder vigilante para um poder participante, ou seja, um partido político de fato e não de direito.

Neste sentido, a afirmação da secretária de imprensa de Obama, Anita Dunn, é muito mais uma constatação do que uma crítica. Ela estaria registrando mais ou menos o mesmo fenômeno em curso na Itália, onde o primeiro ministro Silvio Berlusconi se transformou no grande artífice do “quarto poder” formado pela aliança entre a imprensa conservadora e os partidos de direita.

O que se nota é que a estratégia de sobrevivência passa pela politização da imprensa na medida em que esta trata de alavancar seus interesses imediatos por meio da pressão política — seja de forma direta, como é o caso do canal Fox News, seja pela aliança com partidos conservadores, como é o caso da Itália, Venezuela e até mesmo da Inglaterra. O megaempresário Rupert Murdoch, dono da maior rede de jornais do mundo, é um ativo protagonista da política britânica, apesar de ter nascido na Austrália e ser cidadão norte-americano.

A esquerda radical sempre acusou a imprensa de agir como partido político. Era uma acusação mais ideológica do que estrutural. Hoje a transformação do “quarto poder” no virtual “quarto partido” passou a ser um processo político institucional. Não se trata de achar bom ou mau. É um fato, embora as partes envolvidas tratem de classificá-lo de acordo com seus interesses e projetos.

No Brasil, a oposição dos grandes jornais e emissoras de televisão ao governo do presidente Lula já ultrapassou os limites da função fiscalizadora que fundamentava a idéia de “quarto poder”. Passou a ser uma estratégia para tentar esticar o mais possível os benefícios estatais à mídia visando ganhar tempo para a reorganização corporativa destinada a manter posições do jogo político na nova realidade digital.

Esta é a única explicação possível para a grande imprensa nacional “pegar no pé” de Lula por qualquer motivo, mesmo admitindo que o empresariado nacional não tem queixas maiores do presidente e que o governo do PT deu ao setor privado tudo aquilo que ele queria e muito mais. Não se trata de uma trama golpista, que alguns estigmatizaram na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista), mas de uma ação calculada dentro do jogo do poder.

A partidarização da imprensa é também um sintoma da debilidade dos partidos que se perderam no emaranhado do fisiologismo e da corrupção na tentativa de manter privilégios institucionais. Hoje os políticos e os partidos estão nos últimos lugares na escala de credibilidade e simpatias do público, esvaziando quase todo o sentido da expressão “representantes do povo”.

Em sua estratégia de ação partidária para sobreviver à crise estrutural da mídia, a imprensa corre risco de deixar de ser vista como um vigilante “quarto poder”  para se transformar num “quarto partido” , tão desacreditado quanto os demais.

19/10/2009

Das armadilhas do mercado

Arquivado em: Internet, Linux — Tags:, , — Fernando Leme @ 4:05 pm

Uma das promessas da Cultura Livre era a de que mudaríamos o foco do produto para o serviço. Esta promessa foi realizada pela metade, porque a outra metade ainda encontra no lucro empresarial e na publicidade seu alicerce econômico.

O código aberto provou ser um método mais eficiente (porque mais rápido) e mais barato de desenvolvimento. Manter uma comunidade de voluntários será sempre mais economicamente viável do que sustentar um grupo de desenvolvedores especializados. E aí jaz a encruzilhada.

Desde que esta constatação tornou-se o alicerce da maioria das empresas de tecnologia atuais, o lucro (fundamento comercial) e a ideologia (fundamento comunitário) encontraram-se mais uma vez ameaçando-se mutuamente por que não ficou claro quem financia o pensamento.

A economia universal é baseada na teoria da escassez (cujo postulado mais conhecido é a lei da oferta e da procura). Uma vez que o produto principal das empresas de tecnologia deixa de ser um bem escasso, como cobrar por ele? Pior ainda, como manter ativa uma comunidade e sua infraestrutura sem obter qualquer vantagem econômica desta atividade.

O Financiamento

A solução mais frequentemente utilizada (e em alguns casos encarada como a panaceia) é a publicidade. O Youtube, o Facebook e o Orkut são exemplos claros em que determinado serviço é oferecido gratuitamente àqueles que se dispuserem a aceitar newsletters de outros produtos e publicidade em seus perfis (o homem-sanduíche em versão digital). O que muita gente ainda não entendeu é o quanto esta solução é provisória.

O que a publicidade tem feito é empurrar um elo para a frente a cadeia de consumo. Não se compra o produto original, mas o produto que é anunciado nele. E o foco no produto persiste!

Por outro lado empresas como a Canonical, Mandriva, IBM e Novell (parcialmente) conseguiram manter a oferta gratuita de seus produtos enquanto financiam sua atividade com a oferta de serviços (para fabricantes e para o consumidor final).

Na web este desafio ainda não encontrou solução satisfatória. Um ponto em que algum lucro justifique a oferta de um serviço. Como crítico do mercado e do consumo não aceito soluções provisórias baseadas num mesmo modelo usado pela televisão nos últimos 50 anos.

Software dirigido pela comunidade e o software público

Comunidades como o Debian, o Slackware e o GoOO são, entretanto, um exemplo de organização e sucesso. Mantendo suas atividades por meio de voluntários, as comunidades desenvolvem seus próprios critérios e códigos de conduta. Transformam-se em centros de excelência na difusão de conhecimento e carregam consigo um histórico de superação. Mantém-se independentes da estrutura econômico-mercantil que as rodeia e são um porto seguro para as investidas da idéia de lucro.

Preciso deixar claro que não sou contrário ao lucro, ao capitalismo, etc. Apenas considero perigoso que esta seja a perna mais importante de um movimento como o software e cultura livres.

Paralelamente, iniciativas como o Software Público brasileiro demonstram que, tal qual a Comunicação (que sempre contou com investimento e iniciativas de caráter público dada a sua importância estratégica), a Tecnologia da Informação merece tratamento especial porque pode conduzir todo um país, sua estrutura econômica e educacional em direção à independência e ao domínio das ferramentas.

Conclusão

Não se pode, portanto, encarar o futuro do código livre e aberto apenas com uma solução comunitária. E creio encontrar-se neste ponto o desafio maior das comunidades. Ou como resumiu Matt Asay em seu “The Open Road”: Sem a “lógica” do lucro, o código aberto nunca poderia se tornar o fenômeno global que vemos hoje.

Texto escrito para a próxima edição da Revista Espírito Livre.

11/10/2009

A análise superficial

Arquivado em: Internet, Política, Sociedade — Fernando Leme @ 10:25 pm

O post mais recente de Cláudio Cordeiro, enquanto prima pela informalidade, comete aqueles erros de análise próprios da leitura superficial dos temas e da falta de disposição em entender os assuntos.

Em meio a comentários que não me interessam cometeu os seguintes parágrafos:

Ao mencionar o prêmio Nobel: “Um cara que administra duas guerras, do Iraque e do Afganistão que bombardeou a Lua esta semana recebeu o Premio Nobel da Paz, se o Lula receber o Nobel de Física minha surpresa nõ será maior ou menor.”

Por favor, Cláudio, as duas guerras (pelo que consta) foram herdadas da administração anterior. Herdadas, por sinal, com a promessa de encerrá-las responsavelmente (vide Charlie Wilson’s war) e de mudar o foco de uma guerra tradicional para o tipo de confronto que a “ameaça terrorista” (como vista da perspectiva americana) precisa. A explicação dada pelo próprio Conselho do Nobel diz que a escolha recaiu sobre Obama porque ele conseguiu mudar o clima político e restaurar uma atmosfera de confiança internacional (restabeleceu vínculos com a Rússia, iniciou um diálogo com o Irã, etc.). Clima e confiança estes que haviam sido destruídos pelos oito anos de fundamentalismo cristão e de direita de W. Bush. O comentário ao Nobel de Física beira o preconceito característico da turminha Leblon-Paulista-OAB-Cansei, e além de preconceituoso, não acrescenta ao debate.

O segundo comentário: “Por falar em Lula, o programa “Minha Casa Minha Vida” parece que deu certo, o primeiro a conquistar este direito foi o presidente deposto de Honduras, está em nossa embaixada com vários convidados e para variar o Planalto não sabia de nada.”

Deixando de lado as referências diplomáticas e o apoio unânime dos analistas e organismos internacionais quanto à postura adotada pelo governo brasileiro, o “Minha casa, minha vida”, não obstante sua vida ainda breve, é responsável pelo ressurgimento do crédito no mercado interno após a pior parte da crise do sistema financeiro, e pela aparente recuperação do setor imobiliário (incluída a construção civil). Assim, o programa em questão tem sido mesmo bem-sucedido, embora seja alvo da sanha criticista de comentaristas políticos mais ao centro-direita como Alexandre Garcia e Míriam Leitão.

Ah, os argumentos, sempre os argumentos.

Sobre escolhas

Arquivado em: Internet, Jornalismo — Tags:, — Fernando Leme @ 1:08 pm

Porquê o Estadão escolheu este foco? Foi a primeira frase que me ocorreu ao ler a matéria intitulada “Micheletti conseguiu pressionar EUA a seu favor, diz jornal“. Será burrice, má-vontade, preguiça…

Há vários defeitos aí.

Egressos do mundo analógico, os jornais tradicionais, ainda que em suas versões online usam links muito, muito raramente. Obviamente é uma vantagem que este tipo de modelo ainda não descobriu (sejam quais forem os motivos), porque, do contrário, ficaria mais fácil auditar a afirmação dando uma olhada na fonte.

Ocorre que o foco do New York Times não tem sido este, e uma declaração desta natureza vinda daquele veículo seria bastante estranha. Veja, por exemplo, o lead de outra matéria do mesmo veículo:

The de facto Honduran government of Roberto Micheletti is listening to the wrong people. Since the military deposed the president, Manuel Zelaya, in June, Mr. Micheletti and his aides have received two American Congressional delegationsall Republicans — and they are getting additional free advice from former Republican officials who are clearly nostalgic for the cold war.

O que o Estadão parece ignorar é a fratura criada na sociedade americana após a eleição de Barack Obama em que a direita, na tentativa de legitimar-se, fortaleceu seus vínculos conservadores e cristãos; contrariando hoje toda e qualquer manifestação pública não só da figura do presidente, como das políticas de Estado. O que significa que o suposto apoio recebido pelo Micheletti não apenas não partiu do Estado americano como também não significa a expressão de um partido majoritário.

O que, por si, destrói a manchete. Não há pressão sobre o governo americano.

21/09/2009

A tendência autoritária

Arquivado em: Internet, Sociedade — Fernando Leme @ 5:14 pm

Não sou condescendente com falta de cérebro. Não tenho paciência com gente mal educada. Numa discussão tenho obsessão pelos argumentos, pelo foco. E, acima de tudo, respeito pelo outro.

Minhas discussões são sempre sobre idéias. Quando, excepcionalmente, tratam de gente, o sujeito tem que estar ali para se defender. Quando não, passo.

Não compartilho da regra comumente utilizada para a definição de simpatias e antipatias. Coisa que as pessoas fazem usando seus próprios critérios de vantagem e favorecimento. Se, por um lado, isso deixa menos pessoas na minha lista telefônica, por outro me dá garantias suficientes de que o interesse mútuo é verdadeiro, sincero.

Há um tipo de gente desfrutando das liberdades individuais que, no entanto, tem um tendência autoritária incompatível com a realidade. Foi o que algumas conversas recentes indicaram.

Curiosamente, como já afirmei pelo twitter, as mesmas pessoas que fazem uso de sua “liberdade de expressão” são ávidas em condenar o exercício alheio do mesmo direito. A opinião, uma vez pensada, escrita, publicada e assinada, é um testamento de que se você diz o que quer, submete-se ao contraditório, a ter que ouvir o que os demais pensam sobre o mesmo assunto.

Basicamente: quem fala o que quer, ouve…

Será que isso é tão difícil de entender?

Não tenho paciência com burrice (principalmente a minha), grosseria e intolerância. Torço para que as pessoas cresçam e se permitam dividir razões.

No final das contas há os que ainda não decidiram se isto é a vida ou é um concurso de popularidade. Que aprendam a pensar! Ditadorezinhos de chapéu de palha e grama no vão dos dentes. Ruminar sujeito-verbo-predicado não dá à ninguém atestado de veracidade.

19/08/2009

OpenDNS ou A Net está me irritando

Arquivado em: Internet — Tags:, — Fernando Leme @ 1:42 am

Eu fugi da Telefônica e do Speedy antes que os tais problemas de conexão atingissem o nível que atingiram. A verdade é que o Speedy, pelo menos no período em que fui assinante, nunca funcionou direito.

Fugi assim que pude e assinei o Virtua da Net. Fui um usuário absolutamente feliz por quase dois anos. Nos últimos meses, provavelmente por causa do crescimento assustador no número de usuários, a Net criou um problema interessante.

A velocidade da conexão em si não caiu (ou pelo menos não além daquela falácia de usarmos 10% da “velocidade” contratada). O que diminuiu assustadoramente foi a capacidade dos servidores do Virtua de “resolver” os endereços IP, o tal DNS.

Basicamente este serviço é aquele responsável por transformar um pedido alfabético (digamos www.google.com) para um número de IP e permitir a conexão.

Pois é, nestes últimos meses a qualidade da resolução de DNS no Virtua caiu verticalmente.

Daí que um tempo atrás eu havia descoberto o OpenDNS, resumindo muito é um grupo de servidores que gratuitamente se encarrega de resolver seus endereços.

Ainda não entendi o modelo de negócio e não sei que lucro maria leva. O que sei é que funciona. Desde quando resolvi minha falta de coragem de mudar a minha lenta porém estável conxẽo de internet para outro servidor fiquei feliz da vida.

O serviço é mesmo gratuito, é absolutamente estável e rápido. Recomendo.

http://www.opendns.com/

30/07/2009

A guerra das mídias

Arquivado em: Internet — Fernando Leme @ 12:57 am

Não posso negar minha simpatia por modelos mais ágeis, menos centralizados e mais independentes que os utilizados pelos veículos que, desde que me lembro, existem. Assim, a partir de certo momento, passei a utilizar os meios tradicionais com restrição e cuidado na assimilação dos fatos. Visto que sua produção, exposição e repetição fazem parte do alicerce de pressões políticas divergentes do que entendo como o interesse público.

Recentemente a FSP publicou uma reportagem em que afirmava: “Petrobrás paga 203 mi a devedora da União”.
A “reportagem” induz a erro o leitor e transfere à Petrobras a responsabilidade sobre condutas alheias aos contratos firmados. A manobra foi esclarecida aqui.

Reconhecendo tratar de terreno pedregoso enquanto clama pela existência de um “movimento organizado”, Reinaldo Azevedo (vulgo cão-de-caça dos interesses corporativos da direita) inventa um método através do qual “o oficialismo tenta calar a imprensa”. Seria risível se não fosse lido por tanta gente e se não fosse contrário aos mesmos princípios que o mesmo Reinaldo Azevedo defende quando trata do golpe em Honduras ou da dupla Dantas-Mendes.

É o que costumo chamar de princípios seletivos, ou isonomia de interesses.

Afirma que “blogueiros a serviço do oficialismo” sem se dar conta de que a acusação depende de provas. Afirma também que a prática da publicação independente de informações é nefasta para o “jornalismo”. Embora do meu ponto de vista simplesmente atenda ao princípio do contraditório. O diversionismo e a tergiversação de Azevedo estão aqui.

Reconheço a existência de uma instância pré-judicial (perdão pela estranheza; pré-jurídica, antes dos tribunais).Não posso negar que esta possui métodos distintos do meu entendimento sobre a correição e análise dos julgamentos. Desta forma, e em respeito ao meus princípios, não posso considerar como “intimidação” QUALQUER tentativa de esclarecimento público prestada por qualquer um. Seja uma empresa ou um particular.

Esclarecimento este que sempre foi ora negado, ora desproporcional ao estrago causado pelo “jornalismo” de interesses.
Se há uma batalha pela credibilidade (e os lucros advindos dela, óbvio) seria produtivo se os grandes veículos divulgassem, em tempo real, seus contratos, seus fornecedores, seus anunciantes e o número de assinantes. Que tal?

Será que existiram também “movimentos organizados” pela abolição do carvão como matriz energética? Será que a propulsão animal foi vítima de um processo conspiratório? Será que o aquecimento global e o aumento dos raios UV foram deliberadamente produzidos pelos lobby do protetor solar? Cabe apresentar a série de teorias conspiratórias das quais o blogueiro de Veja poderia se ocupar e conclamar a imprensa a reagir.

21/07/2009

Campanha Fora Ethevaldo!

Arquivado em: Internet — Tags: — Fernando Leme @ 12:09 am

Algumas das irrelevâncias com as quais nos importamos crescem muito nas férias.

Ethevaldo, ou Thethê (para os íntimos), é o comentarista de tecnologia da CBN. Observemos os últimos tópicos super quentes, atuais e moderníssimos de seus comentários:

1.Cãmeras de vídeo!

2. Aparelhos de GPS!

3. Celulares!

4. Telebrás! TELEBRÁS (!!!!)

Bom, eu sou meio masoquista, então perdi um tempo ouvindo-o-o-o esses dias. Hoje caiu a ficha:

Fora Ethevaldo!

17/07/2009

Faz de conta que não é o twitter

Arquivado em: Internet — Tags:, — Fernando Leme @ 1:10 am

Então (cara de levemente constrangido), eu disse recentemente que tinha odiado o twitter.

Pois é, tinha toda uma história de que andamos diminuindo o tamanho da conversa a cada dia; em breve, vão rolar duas interjeições e um grunhido por dia…

Enfim, o que eu não tinha gostado mesmo era do hype em torno da ferramenta, do papo de manter o navegador aberto pra ficar acompanhando o que estava acontecendo. Uns dez miutos atrás caiu a ficha.

E se o twitter tivesse um cliente? Tipo o msn, gtalk, etc. Pois é, tem, vários.

Para Linux especificamente, encontrei esta página tratando do assunto.

Mas o que me convenceu mesmo, matou à pau, foi esta dica. No Pidgin, meu IM-Client, eu já recebia os protocolos do msn e do gtalk, e agora do twitter também.

O código-fonte (em tar.gz), os executáveis ou os .debs do plugin para o pidgin estão aqui.

Aliás, estou lá agora. Vamos combinar o seguinte, estou usando mas faz de conta que não, beleza?

10/07/2009

Painel Google Chrome OS

Arquivado em: Internet — Tags:, , — Fernando Leme @ 7:03 pm

O anúncio oficial do blog do Google foi reproduzido e analisado infinitamente. O que considero mais importante é que teremos ali uma plataforma open source, cuja estrutura fundamental é o Linux. Todas as ressalvas à exclusão digital de vários níveis, quais sejam: alfabetização, alfabetização digital, energia elétrica, computador, banda larga. De qualquer forma esta discussão só parecerá relevante em alguns anos.

.

gdh

.

.

Guia do Hardware

Dentro do anúncio é citado que o Chrome OS é “uma tentativa de reexaminar o que os sistemas operacionais devem ser“, o que é uma maneira pomposa de dizer que ele é baseado na idéia do Cloud computing, com integração com os serviços do Google.

Considerando que já possuem o sistema de e-mail mais usado (o Gmail), uma suíte de escritório (Google Docs), aplicativos de comunicação e relacionamento (Google Talk, Orkut) e até uma plataforma de streaming de mídia e TV digital (YouTube), sem falar no serviço de busca que é a espinha dorsal da Internet, a proposta faz sentido.

crunchgear2

.

CrunchGear – TechCrunch

Parafraseando Larry Ellison, “a web é o sistema operacional”.

.

header_blocks

.

.

A declaração poderá mudar dramaticamente o mercado de sistemas operacionais, especialmente para a microsoft, do qual detém 90%.

canonical

.

(Empresa responsável pelo Ubuntu Linux)

“Construir um sistema operacional amigável é mais difícil que adicionar funcionalidades a uma ferramenta de busca”.

Gerry Car, diretor de marketing da Canonical.

Posts mais antigos »

Blog no WordPress.com.