Universo Fer

01/12/2009

Lixo em estado puro

Arquivado em: Jornalismo, Política, Sociedade — Fernando Leme @ 12:28 am
Por Alberto Dines, no observatório da imprensa.

Vamos criar uma igreja e deixar de pagar impostos? A manchete da Folha de S.Paulo de domingo (29/11) foi a mais comentada dos últimos tempos. Nem parecia ser o mesmo jornal que dias antes, na sexta-feira, produziu um lixo jornalístico dos mais repugnantes e que desde então está ocupando a seção de cartas dos leitores quase inteira.

A propósito da estréia do filme Lula, o filho do Brasil, a Folha publicou um depoimento do seu colunista Cesar Benjamin, dissidente do PT, a propósito de um comentário cabeludo feito há 15 anos pelo então candidato à presidência Lula da Silva (FSP, 27/11, pág. A-8).

Como foi constatado no dia seguinte, o comentário foi efetivamente feito mas em tom de troça, conversa de fim de expediente. A Folha rasgou e tripudiou sobre todos os seus manuais de redação, pisoteou 20 anos de trabalho dos seus ouvidores ao aceitar como verdadeira uma fofoca estapafúrdia sem qualquer diligência sobre a sua veracidade.

Não foi desatenção, erro involuntário, tropeço de um redator apressado: a Folha reservou uma página inteira para que o colunista contasse a sua saga nos cárceres da ditadura iniciada quando contava apenas 17 anos. Seu relato é impressionante, mas de repente, para desqualificar os 30 dias em que Lula passou no xadrez, Cesar Benjamin conta a sua anedota em três enormes parágrafos e com ela fecha o artigo.

Imprensa marrom

À primeira vista, parece mais um golpe publicitário da família Barreto (que produziu o filme), em seguida percebe-se que a denúncia é a vera, fruto de um ressentimento pessoal que um jornal do porte da Folha, que se assume “a serviço do Brasil”, não tem o direito de perfilhar.

A direção da Folha simplesmente não avaliou o tamanho do desatino. No dia seguinte, tentou consertar: mancheteou uma de suas páginas com o justo desabafo de Lula classificando o texto como “loucura” (FSP, 28/11, pág. A-10). No domingo, certamente arrependida, a direção da Folha providenciou a evaporação do assunto. Ficou apenas a reprovação do seu ouvidor Carlos Eduardo Lins da Silva.

Tarde demais. Já no sábado (28/11) o Estado de S.Paulo repercutia o episódio com destaque e, no mesmo dia, a Veja já o incorporara à sua edição. O Globo manteve-se à distância desta porcaria.

Se o leitor não sabe o que significa “imprensa marrom”, tem agora a oportunidade de confrontar-se com este exemplo – em estado puro – do jornalismo de escândalos e achaques.

29/11/2009

O PV é contra o MST?

Arquivado em: Política, Sociedade — Fernando Leme @ 7:53 pm
Acabo de ler a opinião de um dos membros do PV local em que ele defende cabalmente o banimento do MST da esfera pública. Será este o ponto de vista do partido? Será que o mesmo partido que defende a descriminalização da maconha (justificando a medida com base na resposta social que o produto legal teria e na dificuldade de tratamento criminal do usuário) é contra movimentos sociais?
Se for é triste, porque do ponto de vista histórico nada (!) no Brasil é mais relevante e justificável do que movimentos de trabalhadores sem-terra, como o MST.
A origem do argumento já foi identificada por Sérgio Costa, que a determinada altura de seu artigo “Movimentos sociais, democratização e a construção de esferas públicas locais” menciona a banalização do discurso midiático e a consequente impossiblidade de discussão produtiva do tema:
“A primeira abordagem caracteriza-se pela centralidade conferida aos meios de comunicação de massa e pela ênfase na impossibilidade de entendimento efetivamente comunicativo dentro da esfera pública. Tratar-se-ia, em tal órbita, da disputa pelo controle do acervo de recursos simbólicos disponíveis, já que é a eficácia na manipulação de tais recursos que moldará as preferências — políticas, de consumo, estéticas etc. — das massas. A forma-espetáculo teria, portanto, substituído os conteúdos e o publicitário tomado o lugar do público.”

A técnica de desmoralização do movimento pela exacerbação dos excessos e exceções condiz com o ideário centralizador que fez do Brasil o país que é quando se trata de desigualdade e concentração urbana. A falta de visão sistêmica, por outro lado (condizente, por sua vez, com o discurso fácil da indignação política no qual só acredita quem quer, quem é muito burro, ou ambos), implica em reconhecer soluções penais para problemas sociais. Soluções estas que nunca, em nenhum lugar, produziram efeitos positivos.
Os excessos, sempre que ocorrerem, devem ser punidos na forma da lei, não virar bordão dos pautados pela imprensa.
Segue-se portanto o caminho besta da discussão desprovida de qualquer viés histórico e qualquer compromisso com a construção de um país que não pode seguir ignorando uma parcela tão significativa de sua população. Defendendo a ignomínia de empresas como a Cutrale que, alçada a condição de vítima, pede a cabeça de seus cruéis algozes.

 

26/11/2009

Caetano é lindo

Arquivado em: Jornalismo, Sociedade — Fernando Leme @ 10:17 pm

Caetano, em entrevista ao Blog do Moreno, acabou falando das suas rusgas e definindo em três palavras a Revista Veja:

- É inacreditavelmente canalha!

Conclusão pessoal: Caetano é lindo.

Ps. Quem quiser ouvir a entrevista toda, com contexto e tudo, clique aqui. Mas quem passar por lá, me faz um favor. Avisa ao Moreno para tirar o microfone de dentro da boca.

25/11/2009

Tradições

Arquivado em: Sociedade — Fernando Leme @ 2:34 am

Uma das acepções para reacionário no Houaiss é esta: “que ou aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política e social”. É curioso constatar, como acabou de acontecer comigo, o quanto a tradição religiosa que foi o fundamento da minha infância inscreve-se nesta definição. Aconteceu porque acabei de assistir, num jornal norte-americano (que tem um hábito saudável de contextualização, recuperação de imagens e pesquisa) uma entrevista de um desses fatalistas cujo argumento era Billy Graham.

Não que alguém soubesse disso; mesmo meus tutores mais dedicados não eram capazes de produzir um corte histórico que apresentasse sua fé como um resultado de um processo mais amplo. Processo em que o tradicionalismo norte-americano, sua ignorância quanto ao resto do mundo e mesmo seu racismo encontraram solo fértil na ingenuidade daqueles que conviveram comigo naquele momento.

Israel era para mim, aos doze anos, muito mais o resultado de profecias do Velho Testamento, com seu Gólgota onírico e suas sarsas ardentes, do que o estágio atual de disputas geopolíticas e de uma estratégia mal-sucedida de compensação judia e esbulho palestino.

Como eu envelheci mais do que o mundo (meus cálculos de proporção se aplicam também ao caso) é natural que esta tradição sobreviva ainda que morta em mim. Tradição que  meus iguais tentavam reproduzir, cada um com sua pobre roupinha social de algodão amassado, suas apostilinhas dominicais de papel-jornal a retratar palidamente uma sociedade que não nos pertencia.

O que teria o protestante branco e anglo-saxão a me ensinar? O que sabia ele de uma realidade outra que sua escola não fazia questão de esclarecer? O que significava aquele representante do que há de mais retrógado e extremado discurso cristocêntrico distribuindo moedinhas de esmola para as crianças do terceiro mundo?

O que este povo ainda tem a dizer?

07/11/2009

O Muro, por Thomas Hoepker

Arquivado em: Sociedade — Fernando Leme @ 11:15 pm

Resolução maior neste link.

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01/11/2009

Obama, as paixões e o messianismo

Arquivado em: Política, Sociedade — Tags: — Fernando Leme @ 2:10 pm

Cresce o descontentamento na Europa com o governo Obama. Como toda paixão (irrefletida, apressada, irracional) esses movimentos seguem a trajetória de produzir uma senóide em que altos e baixos correspondem mais ao acaso e às expectativas do que medidas sérias tomadas no curso de uma administração no mundo real.

A Foreign Policy publicou dois artigos em que menciona o desgaste da imagem do Obama e o fim de sua lua-de-mel. Um deles ironicamente anuncia logo no título: “Bush era melhor para a Europa, juro”. Artigo em que um dos principais argumentos era o fato de que, apesar da retórica do “ou está concosco ou está contra nós” da política externa no governo W. Bush, ele dependia muito mais de consultas sobre decisões específicas do que tem demonstrado o governo Obama; que faz o contrário: fala sempre em multilateralismo e cooperação mas tem tomado muitas decisões isoladamente.

O artigo na íntegra está aqui.

O outro artigo, de Peter Rashish, consultor estratégico e colunista da New Left Review, menciona as pressões para a adoção de uma estratégia de saída mais rápida para as duas guerras no Oriente Médio. Região em que, segundo o autor, Obama tem oscilado entre estratégias distintas sem nenhum objetivo claro. Quem quiser ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Pedindo perdão antecipado pela ousadia, acredito que sempre haverá um articulista capaz de sentir, intuir, movimentos de opinião pública e sobre tais movimentos basear seu texto. O qual tende a realimentar o sentimento geral e criar um climão em qualquer direção. Desde Antonio Conselheiro, John Kennedy e Jimmy Carter eu desisti de esperar a ressurreição e posterior eleição em pleito majoritário do Messias. Acredito nos métodos do atual presidente americano e desconto fato de que Obama encontrou um país destruído economicamente, desacreditado moralmente e enfiado em duas guerras. E enquanto tenta resolver estes problemas tem que lidar com o raciocínio raso da direita americana.

Que tal dar um tempo pro cara?

24/10/2009

O erro e a negação da arte

Arquivado em: Dá licença?, Música, Sociedade — Fernando Leme @ 5:56 pm

Não teria coragem de redefinir a arte. Eu a sinto, entretanto, como uma oposição à natureza humana imperfeita e ao ruído desorganizado do mundo. Ainda que imperfeito, descontínuo, o homem busca recriar na natureza (e através dela) um sentimento de beleza sem correspondente no mundo natural. Sentimento que, indepentendemente de qualquer racionalidade aplicada ao objeto, reconhece nele a tentativa de perfeição. O desejo angélico.

Ou ainda, como diria o Zé Wisnik em “O som e o sentido”, tratando das experiências vocais:

“Cantar em conjunto, achar os intervalos musicais que falem como linguagem, afinar as vozes significa entrar em acordo profundo e não visível sobre a intimidade da matéria, produzindo ritualmente, contra todo o ruído do mundo, um som constante (um único som musical afinado diminui o grau de incerteza no universo, porque insemina nele um princípio de ordem).”

O problema é que essa busca se depara com o fastio humano pela repetição indefinida dos mesmos temas e propósitos. Buscar limites novos para os sons (e para as imagens) incluiu admitir e tornar natural ao ouvido o que antes era entendido (e sentido) como ruidoso, desagradável. As tensões harmônicas, admitidas passo a passo pela produção erudita, deixaram de representar o diabo para personificarem-se em colorido novo ao mesmo encadeamento.

O ruído, finalmente entendido, não começou com  a bateria corajosa de Bonham, nem com guitarras saturadas e vocais desafinados. Estas representações, na verdade, são uma simplificação do processo que chegou em Sex Pistols, que embora crias de um caminho inaugurado no mesmo instante do nascimento da música ocidental, arrogavam-se certa originalidade. E prepararam gerações seguintes para a ausência de critérios na escolha do que ouvir. Segundo Caetano:

“Recentemente ouvi de Arto Lindsay que os músicos e produtores dessas formas mais em voga de dance music (techno) são consumidores vorazes justamente desse repertório heroicamente defendido por Augusto. Assim, muito mais do que Paul (McCartney) pode ter ouvido Stockhausen, esses garotos ouvem Varèse e Cage, Boulez e Berio. E, me diz Arto, só falam nisso. O que pensar? Nos anos 70, vozes conservadoras (e muito úteis) já se levantavam para protestar contra “o modernismo nas ruas”. Mas onde e como se formará o ouvido coletivo naturalmente familiarizado com a música dos pós-serialistas ou pós-dodecafônicos? E que mundo será esse em que uma música assim soe como música ao ouvido de “todos”?”

Ou como a arte dadá, que começa mentirosa no nome, a verdade é que o “erro” e o ruído sempre precisaram de justificação teórica (consciente ou não) para sua existência. E somente justificados sagram-se como verdade e estabelecem um novo limite do suportável.

Só que eu sinto uma certa tristeza com a valorização do erro em si. Do erro enquanto erro, enquanto preguiça de consertar. Um colega (Armando Coló), legitimamente defendendo um ponto de vista, disse certa vez:

“Obrigado pela retífica, passou-me despercebido o erro. Hoje em dia, creio que concorde comigo, estamos encerrados num mundo onde não podemos errar. Qualquer erro serve para deteriorar, senão aniquilar, todos os acertos. É uma pena, é até injusto. Mas é real. Aproveitarei, contudo, para não corrigir o texto. Se assim fizesse, além de tirar o sentido do solitário comentário objetivo que você fez, estaria eu admitindo e corroborando para que os erros nunca sejam, nunca aconteçam: mas eles acontecem. Sim, acontecem.”

Ou ainda a iniciativa mais recente de Tom Soares, o ErroDito, em suas próprias palavras:

“Parte do Projeto ErroDito. Gravado ao vivo, sem edição de áudio ou vídeo, testando meu sistema orgânico e a tecnologia do novo Ichat da Apple.”

Porque isso é a negação do processo de buscar (ou impor) ordem no universo. Principalmente porque o erro, ainda que justificado pela busca da incorporação do ruído, não tem nada de novo, nada de original e representa, no máximo, a continuação de um processo milenar. O improviso, a ausência de edição e revisão sempre foram o caminho mais simples em qualquer processo, e  por isso seu avesso (o cuidado, a edição bem feita, o texto corrigido, etc.) sempre foram valorizados.

Ou vai ver eu é que sou da velha guarda.

22/10/2009

Inventar o Brasil

Arquivado em: Política, Sociedade — Tags:, — Fernando Leme @ 1:40 am

Dois projetos, distintos e hegemônicos, de país prometem um choque cruento nas eleições do ano que vem. Enquanto a gente se perde na agenda da Lina Vieira e nas denúncias da Veja, há algo latente, que pede para ser ouvido e para nortear qualquer discussão sobre o futuro. O velho sábio dirá melhor:

20/10/2009

O jogo é o jogo

Arquivado em: Economia, Sociedade — Tags: — Fernando Leme @ 11:00 am

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Família reconstrói barraco após incêndio em São Paulo

Política e economia de vez em quando se enroscam. Toda teoria econômica, como tal, não é muito útil até que alguma escolha política a ponha em prática.

Mike Nichols, o diretor de Charlie Wilson’s War, demonstrou que, pelo menos no que dizia respeito ao Afeganistão, não havia qualquer interesse do governo americano em evitar catástrofes humanitárias ou mesmo em preservar geopoliticamente um território que proveria o acesso do bloco soviético às reservas de petróleo do Oriente Médio.

O importante era manter o jogo. Em que toda uma estrutura burocrática, em graus diferentes de cinismo, brincava de interesse público e de liberdade. O pior foi desconsiderar a obviedade de que não bastava jogar o joguinho da guerra fria. Era importante reconstruir as escolas…

Mas como resumu o próprio Charlie Wilson: “These things happened. They were glorious and they changed the world…

and then we fucked up the end game“.

No Brasil, políticas econômicas sucessivas têm sido incapazes de resolver o problema do inchaço das cidades. Curiosamente este problema não começou ontem; é um fenômeno que remete à ondas sucessivas de expulsão dos moradores das zonas rurais, das quais as mais recentes são a industrialização (!!!!) e a catástrofe meteorológica infinita do Nordeste.

A solução é complicada e passa pela redistribuição do campo, reorganização da estrutura econômica da produção agrícola, difusão do investimento público e estrangeiro (que por sua vez depende de infraestrutura) e portanto, muito capital político e idealismo seriam necessários para começar a resolver o problema.

Afora o fato de que correntes ideológicas distintas vêem soluções diferentes para o mesmo fato (quando não soluções mutuamente excludentes, de modo que ao aplicar uma política desfaz-se o efeito de outra), o que se vê ultimamente é a ausência de qualquer corrente ideológica. O jogo é o jogo, a desassistência é a regra (e não estamos falando de neoliberalismo).

Torço encontrar motivação legítima, comoção com o drama humano e com a ausência de perspectivas. Motivação honesta.

11/10/2009

A análise superficial

Arquivado em: Internet, Política, Sociedade — Fernando Leme @ 10:25 pm

O post mais recente de Cláudio Cordeiro, enquanto prima pela informalidade, comete aqueles erros de análise próprios da leitura superficial dos temas e da falta de disposição em entender os assuntos.

Em meio a comentários que não me interessam cometeu os seguintes parágrafos:

Ao mencionar o prêmio Nobel: “Um cara que administra duas guerras, do Iraque e do Afganistão que bombardeou a Lua esta semana recebeu o Premio Nobel da Paz, se o Lula receber o Nobel de Física minha surpresa nõ será maior ou menor.”

Por favor, Cláudio, as duas guerras (pelo que consta) foram herdadas da administração anterior. Herdadas, por sinal, com a promessa de encerrá-las responsavelmente (vide Charlie Wilson’s war) e de mudar o foco de uma guerra tradicional para o tipo de confronto que a “ameaça terrorista” (como vista da perspectiva americana) precisa. A explicação dada pelo próprio Conselho do Nobel diz que a escolha recaiu sobre Obama porque ele conseguiu mudar o clima político e restaurar uma atmosfera de confiança internacional (restabeleceu vínculos com a Rússia, iniciou um diálogo com o Irã, etc.). Clima e confiança estes que haviam sido destruídos pelos oito anos de fundamentalismo cristão e de direita de W. Bush. O comentário ao Nobel de Física beira o preconceito característico da turminha Leblon-Paulista-OAB-Cansei, e além de preconceituoso, não acrescenta ao debate.

O segundo comentário: “Por falar em Lula, o programa “Minha Casa Minha Vida” parece que deu certo, o primeiro a conquistar este direito foi o presidente deposto de Honduras, está em nossa embaixada com vários convidados e para variar o Planalto não sabia de nada.”

Deixando de lado as referências diplomáticas e o apoio unânime dos analistas e organismos internacionais quanto à postura adotada pelo governo brasileiro, o “Minha casa, minha vida”, não obstante sua vida ainda breve, é responsável pelo ressurgimento do crédito no mercado interno após a pior parte da crise do sistema financeiro, e pela aparente recuperação do setor imobiliário (incluída a construção civil). Assim, o programa em questão tem sido mesmo bem-sucedido, embora seja alvo da sanha criticista de comentaristas políticos mais ao centro-direita como Alexandre Garcia e Míriam Leitão.

Ah, os argumentos, sempre os argumentos.

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